Corpo carbonizado em Valente: polícia descobre homicídio brutal e suspeito é preso em flagrante

O que inicialmente parecia ser um suposto acidente acabou revelando um crime bárbaro na tarde deste sábado (16), em Valente, na região sisaleira da Bahia.
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Policiais militares da CETO foram acionados para averiguar a situação de um homem encontrado com o corpo carbonizado. Nas primeiras horas, populares chegaram a cogitar a hipótese de que a vítima teria sofrido uma descarga elétrica ao mexer em um carregador de celular. No entanto, as circunstâncias encontradas no local começaram a levantar suspeitas.
A Polícia Civil, sob comando do delegado Edemir Luchini, aprofundou as investigações e descobriu que o caso se tratava, na verdade, de um homicídio.
A perícia havia apontado inicialmente que a morte ocorreu em circunstâncias a esclarecer, mas, após análise da cena e coleta de informações, os investigadores conseguiram desvendar a suposta dinâmica do crime.
A jornalista Rafaela Rodrigues, parceira do Notícias de Coité, teve acesso exclusivo ao depoimento de uma testemunha que terá a identidade preservada por questões de segurança.
Segundo o depoimento prestado ao delegado, a testemunha mantém uma relação de amizade e confiança com o suspeito, com quem trabalha na construção civil — sendo o investigado pedreiro e a testemunha ajudante.
Conforme o relato obtido pelo site Portal Raízes, na manhã do dia 17 de maio, o investigado enviou uma mensagem via WhatsApp perguntando onde o amigo estava. Em seguida, ligou e afirmou friamente: “Ei, eu matei um cara ali agora”.
Ainda segundo a testemunha, durante a ligação o suspeito detalhou toda a execução do crime. Ele teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” na vítima e, após ela desmaiar e cair ao solo, utilizou o cabo de um carregador de celular para estrangulá-la até a morte.
Ao ser questionado sobre a motivação, o homem afirmou que matou a vítima por conta de um suposto envolvimento dela com sua atual companheira.
A testemunha contou ainda que recebeu, logo após a ligação, um vídeo enviado via WhatsApp em modo de visualização única. Ao abrir o arquivo, visualizou a vítima com o rosto coberto e os braços amarrados com um cabo de carregador branco, enquanto o investigado jogava álcool etílico sobre o corpo antes de atear fogo.
O depoente relatou ter ficado profundamente abalado diante da brutalidade das imagens.
Outros crimes citados no depoimento
Ainda conforme o depoimento obtido pela reportagem, a testemunha afirmou que o investigado faz uso frequente de bebidas alcoólicas e costuma manter relações com homens.
O suspeito foi descrito como uma pessoa extremamente fria, sem demonstrar qualquer tipo de remorso. A testemunha chegou a afirmar acreditar que ele possui perfil “psicopata” e disse temer pela própria integridade física caso o homem seja colocado em liberdade.
Além disso, outros supostos crimes atribuídos ao investigado foram mencionados à Polícia Civil:
Um suposto homicídio por afogamento, em que a vítima teria desaparecido após ser vista com o suspeito em uma praça pública e posteriormente foi encontrada morta em um açude;
Uma tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, ocasião em que ele teria cortado uma das orelhas dela;
Um homicídio ocorrido em São Domingos, cometido supostamente com um vergalhão de ferro na zona rural do município.
O suspeito foi preso em flagrante, e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Foto: Extraída do site
Notícias de Coité/ créditos do Portal Raízes


